Dou voltas nas memórias que me consomem
E as horas passam
Uma após outra
Deixando um rasto de tristeza que me assombra
Algures por aí
Tu dormes profundamente
Porém eu
Continuo bem acordada num silêncio sufocante
Entre lágrimas e sorrisos
Aqui estou eu
Se olhar pela janela
Já vejo entre o ofusco da noite
E da própria chuva
Que teima em não querer desaparecer
Suaves laivos de um novo dia que se levanta
Eu como todas as noites
Tento adormecer abraça da a ti (ou a memória de ti)
E é com o teu nome os lábios
Que acordo todas as manhãs.
Acho que preferia nem acordar
Nunca mais
Dormiria profundamente nesse sonho
Talvez aí pudesse ser feliz
Que horas são?
Tanto faz...
Eu não consigo dormir
A Vingadora